Como interagir com (qualquer) outdoor?

Será que há inte­ra­çao com algo que a prin­cí­pio ape­nas comu­nica, e não muda?

Para inte­ra­gir com um out­door, faça o seguinte: veja o out­door. Quando o anun­ci­ante tiver conhe­ci­mento sobre este seu com­por­ta­mento (como o reflexo nas ven­das no caso de um out­door pro­mo­ci­o­nal ou a opi­nião pública a res­peito do out­door), isto refle­tirá na pró­xima deci­são dele em vei­cu­lar um out­door. Pronto!

Comunicação intrapessoal de massa?

Exem­plo de comu­ni­ca­ção intra­pes­soal atra­vés dos meios de comu­ni­ca­ção de massa.

O que quero cha­mar aten­ção com essa brin­ca­deira é que uma inte­ra­ção acon­tece até quando não existe um “botão inte­ra­tivo” ou mesmo quando o objeto não se chama “out­door inte­ra­tivo”. Assim, um com­por­ta­mento a res­peito de um out­door influ­en­ci­ará — mesmo que mini­ma­mente — no pró­ximo out­door, esta­be­le­cendo um “feed­back” ou “vai-e-vem” de infor­ma­ções que é típico da interação.

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Minha pós-graduação em Design de Interação

Venho cur­sando a pós-graduação em Design de Inte­ra­ção do Ins­ti­tuto Faber-Ludens e tem sido fantástico!

Aula de prototipacao no Instituto Faber Ludens

Pro­to­ti­pa­ção com Lego Mind Storms

O curso tem me aju­dado a ver cada vez mais o Design como um pro­cesso amplo e abran­gente, espe­ci­al­mente pelas inten­sas dis­cus­sões sobre os temas rela­ci­o­na­dos à tec­no­lo­gia e sociedade. Outro ponto que me agrada é o apoio aos pro­je­tos dos alu­nos. Venho par­ti­ci­pando de diver­sos tra­ba­lhos, como:

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Entrevista histórica sobre Inovação, com Parmênides e Heráclito

[Entre­vista rea­li­zada em 29 de Janeiro]

Olá! Esta­mos aqui nesta noite com os ilus­tres filó­so­fos Herá­clito de Éfeso e Par­mê­ni­des de Eléia para um impor­tante debate sobre Inovação.

Entrevista histórica com Heráclito e Parmênides.

Segundo Nietzs­che, a entre­vista foi fria… e calorosa.

Herá­clito: Olá, jovens.

Par­mê­ni­des: Oi.

Sejam bem-vindos. Desde já agra­deço por terem acei­tado par­ti­ci­par desde bate-papo, mesmo com a his­tó­rica diver­gên­cia de ideias que os cer­cam. Vamos direto ao assunto: o que é inovação?

Parmê: Ela não existe. A idéia de exis­tir algo novo é uma ilu­são. As coi­sas são como são, não existe nada novo. O uni­verso é imu­tá­vel. Tudo o que é, é. E o que não é, só pode ser uma nega­ção do ser e, por­tanto, é nada. Afi­nal, como poderia-se criar coi­sas “novas” se tudo que existe já está aí? Dizem que tudo se trans­forma e nada se cria, mas isso é um efeito ilu­só­rio dos nos­sos sen­ti­dos: como algo que é, pode­ria dei­xar de ser?

Herá: Vejo que deixa de per­ce­ber o fun­da­men­tal, Par­mê­ni­des, o de que o que era antes não é o que é agora. Tudo é dinâ­mico e por isso nada é igual. Nada per­ma­nece igual: tudo é novo, tudo se renova. Leia um blog que você já leu, e não será igual.

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Integrando e Fragmentando Dados: Reflexões sobre o projeto Conectando Conteúdos [Artigo Completo]

Conectando Conteúdos no EBAI 2009

Isto não é uma apre­sen­ta­ção no EBAI. Foto de Sil­vio Tanaka.

Este artigo foi apre­sen­tado por mim, Fre­de­rick van Ams­tel e Edyd Jun­ges no 3º EBAI (Encon­tro Bra­si­leiro de Arqui­te­tura da Infor­ma­ção), o maior evento sobre AI no Brasil.

Tive­mos a opor­tu­ni­dade de rea­li­zar uma pales­tra apre­sen­tando os prin­ci­pais pon­tos do nosso estudo no pro­jeto Conec­tando Con­teú­dos.

Resumo: Em um con­texto onde cresce a pro­du­ção de dados aces­sí­veis pela inter­net, a orga­ni­za­ção e clas­si­fi­ca­ção de dados se pro­põe a faci­li­tar a inter­pre­ta­ção, cola­bo­ra­ção e remi­xa­gem dos con­teú­dos por parte dos usuá­rios. A par­tir dos estu­dos desen­vol­vi­dos pelo pro­jeto Conec­tando Con­teú­dos são levan­ta­das crí­ti­cas à Web Semân­tica bus­cando enten­der a rela­ção entre dados e meta­da­dos e a impor­tân­cia da cola­bo­ra­ção para apre­sen­tar ideias de exten­sões para a Folc­so­no­mia. Algu­mas das pro­pos­tas desen­vol­vi­das, como a de Intra-etiquetas e de Geo­gra­fia da Mar­ca­ções, visam poten­ci­a­li­zar a uti­li­za­ção dos recur­sos de mar­ca­ções de con­teúdo e da aná­lise do rela­ci­o­na­mento entre eti­que­tas folcsonômicas.

PARA CITAÇÃO

GONZATTO, Rodrigo F.; AMSTEL, Fre­de­rick M. C. van; JUNGES, Edyd. Inte­grando e Frag­men­tando Dados: Refle­xões sobre o pro­jeto Conec­tando Con­teú­dos. In: Anais do 3º EBAI – Encon­tro Bra­si­leiro de Arqui­te­tura de Infor­ma­ção. São Paulo, 2009.

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Design Livre: processo aberto, desenvolvimento liberto

[Este texto foi publi­cado ante­ri­or­mente em meu blog no Ins­ti­tuto Faber-Ludens, em julho de 2009]

O nome pode­ria ser “Design liberto”, “aberto”, liber­tá­rio”, ou alguma outra nomen­cla­tura a ser defi­nida. Design livre, aqui, é a mãe que ensina o filho a cozi­nhar, ao invés de fazer a comida que a filho gosta (Cen­trado no Usuá­rio) ou cha­mar o filho para cozi­nhar junto (Design Participativo).

É um passo para uma maior apro­xi­ma­ção da cul­tura do design com o hack e a gam­bi­arra, onde quem não gosta de algo pode alte­rar, arru­mar, melho­rar, trans­for­mar ou personalizar.

Criança cozinhando.

Design Livre: fazer aprender.

No Design Cen­trado no Usuá­rio, um grupo de desig­ners volta seu olhar para os usuá­rios. No Design Par­ti­ci­pa­tivo, o desig­ner se junta aos usuá­rios para pro­je­tar. No Design livre, pro­po­nho que os “desig­ners” trans­for­mem “usuá­rios” em desig­ners.

A par­tir daí, aque­les pri­mei­ros desig­ners ape­nas cola­bo­ra­ram, asses­so­ram e suge­rem ideias para o pro­jeto que estes usuá­rios, agora são desig­ners, vão desenvolver.

Esta pro­posta surge na dis­cus­são em torno dos pon­tos fra­cos encon­tra­dos do Design Cen­trado no Usuá­rio. Ao per­ce­ber que ele gira em torno de uma espé­cie de “Design cen­trado em Outros”, resul­tando em insu­fi­ci­ên­cias (que ten­tam, por exem­plo, ser resol­vi­das com pes­qui­sas sobre usuá­rios), por­que não pen­sar em algo mais pró­ximo do “Design cen­trado em Mim”, apro­vei­tando os pon­tos posi­ti­vos que este oferece?

Porém, tão difí­cil quando con­ce­ber o “Outro”, tam­bém há enor­mes difi­cul­da­des na con­cep­ção do “Mim”. Então, jun­tando os dois, pode­mos explo­rar as pos­si­bi­li­dade de fazer um “Design pen­sando em Nós”, ao invés do “Design cen­trado Neles”.

Ima­gine o Design Livre como uma abor­da­gem de Design Social. Ou, então, como um ser­viço. Tal­vez este seja ape­nas um modo de resu­mir os mais evi­den­tes pro­ble­mas de algu­mas abor­da­gem do design à um pro­blema de ensino e edu­ca­ção. O que inte­ressa, nesta pro­posta, é come­çar a pen­sar em novas pro­pos­tas de design, que aju­dem a criar uma soci­e­dade mais crí­tica e dê poder para as pes­soas.

O universal e o particular na Arte

Para Schil­ler, o estilo per­feito em cada arte é conferir-lhe um cará­ter uni­ver­sal pela sábia uti­li­za­ção de sua particularidade.

Livro: A educação Estética do Homem, de Schiller.Fri­e­drich
Schil­ler

“A edu­ca­ção esté­tica do homem”

Como na rea­li­dade é impos­sí­vel encon­trar um efeito esté­tico puro (pois o homem não pode esca­par à depen­dên­cia das for­ças), a exce­lên­cia de uma obra de arte pode ape­nas con­sis­tir em sua maior apro­xi­ma­ção daquele Ideal de pureza esté­tica e, pro grande que seja a liber­dade alcan­çada, sem­pre ire­mos abandoná-la com uma dis­po­si­ção e uma dire­ção par­ti­cu­lar. Quanto mais geral for esta dis­po­si­ção e quanto menos limi­tada for a dire­ção que um deter­mi­nado gênero de arte e um pro­duto par­ti­cu­lar dele dão a nossa mente, tanto mais nobre será aquele gênero e tanto mais exce­lente será tal pro­duto. Isso pode ser expe­ri­men­tado em obras de diver­sas artes e em diver­sas obras da mesma arte. Dei­xa­mos uma bela peça musi­cal com a sen­si­bi­li­dade esti­mu­lada, o belo poema com a ima­gi­na­ção vivi­fi­cada, e o belo qua­dro ou edi­fí­cio com o enten­di­mento des­perto; mas quem qui­sesse convidar-nos ao pen­sa­mento abs­trato ime­di­a­ta­mente após uma alta frui­ção musi­cal; utilizar-nos para um negó­cio come­dido da vida comum, logo após uma alta frui­ção poé­tica; afo­guear nossa ima­gi­na­ção e sur­pre­en­der nosso sen­ti­mento, logo após con­tem­plar­mos belas telas e escul­tu­ras, não teria esco­lhido a hora certa. Assim é por­que, por sua maté­ria, mesmo a música mais espi­ri­tual está sem­pre numa maior afi­ni­dade com os sen­ti­dos que a supor­tada pela ver­da­deira liber­dade esté­tica; por­que o mais bem-sucedido dos poe­mas sem­pre par­ti­cipa do jogo arbi­trá­rio e con­tin­gente da ima­gi­na­ção, como o seu meio, mais do que per­mite a neces­si­dade interna do ver­da­dei­ra­mente belo; por­que o qua­dro mais exce­lente, e tal­vez este mais do que os outros, toca os limi­tes da ciên­cia mais séria pela deter­mi­na­ção de seu con­ceito. Estas afi­ni­da­des par­ti­cu­la­res perdem-se, con­tudo, a cada grau mais alto que uma obra de qual­quer des­tas três espé­cies alcance, e é uma con­sequên­cia neces­sá­ria e natu­ral de seu aper­fei­ço­a­mento que as dife­ren­tes artes se apro­xi­mem cada vez mais uma das outras em seu efeito sobre a mente, sem que per­cam seu limi­tes obje­ti­vos. Em seu eno­bre­ci­mento supremo, a música tem de tornar-se forma e atuar sobre nós com o calmo poder da Anti­gui­dade; em sua per­fei­ção suprema, as artes plás­ti­cas têm de tornar-se música e comover-nos pela pre­sença ime­di­ata e sen­sí­vel; em seu desen­vol­vi­mento máximo, a poe­sia tem de prender-nos pode­ro­sa­mente, como a arte dos sons, mas ao mesmo tempo envolver-nos com serena cla­reza, como as artes plás­ti­cas. O estilo per­feito em cada arte revela-se no fato de que saiba afas­tar as limi­ta­ções espe­cí­fi­cas da mesma, sem supri­mir suas van­ta­gens espe­cí­fi­cas, conferindo-lhe um cará­ter mais uni­ver­sal pela sábia uti­li­za­ção de sua particularidade.

SCHILLER, Fri­e­drich. “A edu­ca­ção esté­tica do homem”. Tra­du­ção de Roberto Schwarz e Már­cio Suziki. Edi­tora Ilu­mi­nu­ras. p. 110–11.

Gênio poético

“O gênio em geral é poé­tico. Onde o gênio atuou — atuou poe­ti­ca­mente. O homem genui­na­mente moral é poeta.” Novalis

Nova­lis, Pólen. Framentos-Diálogos-Monólogo. São Paulo, Ilu­mi­nu­ras, 1988. Trad., apres. e notas de Rubens Rodri­gues Tor­res Filho, p. 124.

Citado em “O belo como impe­ra­tivo”, de Már­cio Suziki, na intro­du­ção do livro “A edu­ca­ção esté­tica do homem”, de Schil­ler[bb]. Tra­du­ção de Roberto Schwarz e Már­cio Suziki. Edi­tora Iluminuras.