Fun Theory (sem a parte divertida)

Nos casos do Fun Theory que rolam pela internet, temos a apresentação de coisas bacanas (jogar lixo no lixo, por exemplo) mas, em geral, mais do que serem uma solução, seu encantamento está em funcionarem como prova de que dá para fazer as pessoas mudarem um hábito, oferecendo algo em troca.

Porém, se a diversão por si só pode direcionar comportamentos tão facilmente, isso deveria ser até preocupante. Se nos vídeos da Volkswagen são apresentadas situações positivas para mudar o comportamento para algo socialmente “amigável”, a diversão pode servir igualmente para direcionar pessoas a fazerem coisas não-tão-legais assim.

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Cubo Afetivo e etiquetas para encadernações

Visitei meu amigo Fernando Moreira e descobri que ele estava hackeando um cubo mágico. Seu projeto chama-se Cubo Afetivo:

O cubo mágico hackeado virou o "Cubo afetivo"!

Um cubo mágico hackeado

A brincadeira deste cubo é montar frases e mensagens. Você tem vários fragmentos em cada um dos espaços do cubo, e pode remontá-los a vontade. Ele está prometendo mostrar a versão atualizada mas este primeiro protótipo já parece bem bacana!

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Mordendo algumas ideias

Você já leu isso aqui em algum lugar?

Se você tiver uma maçã e eu tiver uma maçã, e trocarmos as maçãs, então cada um continuará com uma maçã. Mas se você tiver uma idéia e eu tiver uma idéia, e trocarmos estas idéias, então cada um de nós terá duas idéias.

A Gabriela du Saint escreveu o Um Ensaio de Brincadeira sobre Maçãs e Idéias… usando a lógica acima como uma analogia para falar de inovação, cultura, medias e indústria cultural.

Várias maçãs!

Confesso que essa comparação entre maçãs e ideias me incomoda um pouco. A frase é bem legal, mas vez e outra a vejo pipocando em discussões sobre colaboração e interação na internet, como uma frase de efeito para justificar que nas relações de trocas “físicas” [que seriam as “maçãs”] há uma igualdade e uma liberdade menor do que nas  digitais [as  “ideias”, no caso].

Desenvolvo abaixo algumas questões mostrando como este raciocínio pode ocultar questões importantes sobre as trocas onlineoffline.

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Post-it Transparente

Pensando em como ampliar as possibilidades de prototipação em papel,  lembrei de como são úteis os adesivos de recados (os famosos post-its). Matutando sobre suas limitações, bolei o que seria um novo material para ajudar na Arquitetura da Informação[bb]: o post-it transparente.

Vários post-its transparentes

E para que eu vou querer um post-it transparente?

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Comunidades imaginadas e classificações folcsonômicas como manifestações da Inter-culturalidade [Artigo Completo]

Este artigo foi apresentado por mim no TecSoc 2009 (III Encontro de Tecnologia e Sociedade) e escrito sob orientação de Frederick van Amstel. Apresentei ele no GT de Design de Interação do III Simpósio de Tecnologia e Sociedade, promovido pelo PPGTE da UTFPR de Curitiba (PR), em 2009.

GT de Design de Interação no Simpósio de Tecnologia e Sociedade 2009.

GT de Design de Interação, em 2009.

O estudo aponta o que chamo de manifestações da interculturalidade segundo a definição do termo por Néstor Canclini. São considerações de como as ferramentas de comunidades imaginadas através de redes sociais online (como o orkut, o Facebook, o hi5, etc) e as classificações folcsonômicas através de Social Bookmarking (como o Delicious e as etiquetas/tags de blogs, flickr, Youtube e outros) podem estar emergindo como suporte necessário para construção de identidades na contemporaneidade, considerando os meios de comunicação como espaço de desenvolvimento destas.

Resumo: As comunidades virtuais e as classificações folcsonômicas podem ser analisadas como reflexo de uma mudança na forma de indivíduos lidarem com a cultura na contemporaneidade. Ambas são ferramentas disponíveis na internet e consideradas características da “Web 2.0”, termo que remete à mudança ocorrida no funcionamento da internet, em virtude da sociedade estar em transformação e acompanhando o desenvolvimento desta (Tim O’Reilly, 2005). Esta conjuntura pode ser analisada a partir da perspectiva de Inter-culturalidade de Néstor Canclini (2007), que propõe a existência de indivíduos com identidades formadas a partir da intersecção de diversos “retalhos” culturais de culturas variadas e desconexas. Em comunidades imaginadas, como o Orkut ou o Facebook, os usuários podem fazer parte de praticamente qualquer comunidade e, tal como na metáfora do Supermercado Cultural Global de Gordon Mathews (2000), diferentes culturas estão disponíveis para serem consumidas. Da mesma forma, a disseminação das classificações por folcsonomia sugere indivíduos que não se identificam com classificações fixas e regradas, como a hierarquia da taxonomia ou do sistema de pastas de organização em computadores. Já a disponibilização de informações públicas, típica das ferramentas da Web 2.0, vai de encontro com a observação de van Amstel (2007) de que nas grandes cidades as pessoas perdem a sensação de pertencimento com comunidades geograficamente localizadas e passam a buscar identificação com comunidades transnacionais, onde a participação na mídia globalizada representa conquista de espaço para afirmação de identidade perante seu grupo e a sociedade. Ao negar a identificação com uma comunidade massificada, o indivíduo procura uma identidade “única”, misturando elementos de diferentes culturas. Estas reflexões integram o projeto Conectando Conteúdos do Instituto Faber Ludens e propõe um estudo onde o paradigma da inter-culturalidade identificado por Canclini se apresenta como um modo de analisar a cultura na contemporaneidade, a partir do fenômeno das classificações folcsonômicas e comunidades imaginadas.

PARA CITAÇÃO

GONZATTO, Rodrigo F.; AMSTEL, Frederick M. C. van. Comunidades imaginadas e classificações folcsonômicas como manifestações da Inter-culturalidade. III Simpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade. Curitiba, 2009.

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Nenhuma rede é maior do que o mar…

Nenhum aquário é maior do que o mar. Não é porque agora o aquário parece maior que ele seja o mar. Você pode passar de um aquário para o outro em um piscar de olhos, mas você ainda está em um aquário. Quanto mais aquário, menos lembramos do mar. A rede te arrasta. Sim, cair na rede te leva a outros lugares. Outros aquários. Mas nenhuma rede é maior do que o mar.

A letra, em recortes, da música, A rede, de Lenine:

Nenhum aquário é maior do que o mar
Mas o mar espelhado em seus olhos

Explode, devolve pro seu olhar
O tanto de tudo que eu tô pra te dar
Se a rede é maior do que o meu amor
Não tem quem me prove

Nenhuma rede é maior do que o mar
Nem quando ultrapassa o tamanho da Terra
Nem quando ela acerta, nem quando ela erra
Nem quando ela envolve todo o planeta

Eu caio na rede…
Não tem quem não caia…

O dia que conheci a “Igreja do Design”

É normal que a primeira experiência com algo novo seja marcada pela expectiva e excitação. No caso do meu primeiro encontro com a Igreja do Desígnio Divino, posso dizer que foi muito especial.

Jesus a preferia Apple

Um amigo contou que estava participando de uma igreja dedicada ao design, fundamentada em conceitos como a existência de um Grande Projeto.

Ele me convidou para participar, mas não fui na primeira vez, nem da segunda. Só no terceiro convite, ainda cheio de dúvidas, me permitir conhecê-la.

Conhecendo o ritual

Ao entrar na igreja, a sensação é de harmonia plena: o modo como a arquitetura se integra às formas do espaço, a textura do chão, o cheiro suave no ar e a agradável temperatura ambiente… tudo parece ser feito para você, e isso me deixou mais tranquilizado com a experiência.

Não demorou muito, um pastor aparece e começa a passar o Brief Eterno (o que, confesso, na hora me pareceu ser apenas mais um sermão). Ele falou sobre diversos assunto, sempre lembrando que era apenas um deusigner como todos os presentes, que estava ali apenas para mostrar um caminho que ele já conhecia e gostaria de compartilhar com seus irmãos. “Não projetarás a seu próximo como a si mesmo”, ele dizia.

Quando começava a achar o culto igual a tantos outros, o silêncio absoluto tomou conta do templo. Meu amigo sussura que aquele é o primeiro passo do ritual de busca da Forma Perfeita, que tem como objetivo tocar o divino.

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Interagindo com um outdoor

Para interagir com um outdoor, basta olhar, ver e experimentar ele. Quando o anunciante tiver conhecimento sobre este seu comportamento em relação a este outdoor, isto com certeza refletirá na próxima decisão dele em veicular um outdoor, seja porque ele escutou sua reclamação, seu posicionamento junto de outros formou uma opinião pública a respeito ou mesmo se você ficou indiferente e ele acha que está tudo bem. Pronto!

Comunicação intrapessoal de massa?

Exemplo de comunicação intrapessoal através dos meios de comunicação de massa.

A interação, aqui tratada em um sentido bem amplo, acontece até quando não existe um “botão interativo”. O comportamento de cada um perante um outdoor influenciará — seja muito ou seja quase nada — no próximo outdoor, estabelecendo um feedback constante. Nada no mundo age de forma isolada, e por isso um objeto não precisa se chamar “outdoor interativo” para exista a interação.

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Pós-graduação em Design de Interação

Venho cursando a pós-graduação em Design de Interação do Instituto Faber-Ludens e tem sido fantástico!

Aula de prototipação no Instituto Faber Ludens

Prototipação com Lego Mind Storms

O curso tem me ajudado a ver cada vez mais o Design como um processo amplo e abrangente, especialmente pelas intensas discussões sobre os temas relacionados à tecnologia e sociedade. Outro ponto que me agrada é o apoio aos projetos dos alunos. Venho participando de diversos trabalhos, como:

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Entrevista histórica sobre Inovação, com Parmênides e Heráclito

[Entrevista realizada em 29 de Janeiro]

Olá! Estamos aqui nesta noite com os ilustres filósofos Heráclito de Éfeso e Parmênides de Eléia para um importante debate sobre Inovação.

Entrevista histórica com Heráclito e Parmênides.

Segundo Nietzsche, a entrevista foi fria… e calorosa.

Heráclito: Olá, jovens.

Parmênides: Oi.

Sejam bem-vindos. Desde já agradeço por terem aceitado participar desde bate-papo, mesmo com a histórica divergência de ideias que os cercam. Vamos direto ao assunto: o que é inovação?

Parmê: Ela não existe. A idéia de existir algo novo é uma ilusão. As coisas são como são, não existe nada novo. O universo é imutável. Tudo o que é, é. E o que não é, só pode ser uma negação do ser e, portanto, é nada. Afinal, como poderia-se criar coisas “novas” se tudo que existe já está aí? Dizem que tudo se transforma e nada se cria, mas isso é um efeito ilusório dos nossos sentidos: como algo que é, poderia deixar de ser?

Herá: Vejo que deixa de perceber o fundamental, Parmênides, o de que o que era antes não é o que é agora. Tudo é dinâmico e por isso nada é igual. Nada permanece igual: tudo é novo, tudo se renova. Leia um blog que você já leu, e não será igual.

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